Prof. Dr. Valmor Bolan
Doutor em Sociologia
Diretor da Universidade Corporativa Anhanguera e de Relações Institucionais da Anhanguera e Reitor do UNIA
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Nossos jovens precisam resgatar a auto-estima, valorizando o dom da vida, com perspectivas de quem pode muito oferecer à sociedade. Falta, a muitos, ânimo, vigor, vontade de ser e de fazer, porque há uma crise de sentido da vida, inibindo talentos, ceifando oportunidades, derrubando jovens cedo demais, ao vício, ao desencanto, a desistir da vida muito antes de terem começado. Isso tem que mudar, porque nunca uma geração teve tanto acesso à informação, a bens culturais, a intercâmbios e a um alargamento de horizontes e potencialidades.

O que falta então? Justamente um direcionamento que os faça acreditar que é possível vencer as dificuldades, superar os desafios, construir possibilidades de vida. Nesse sentido, desde cedo, os pais devem ser uma presença amorosa na vida dos filhos, dar-lhes afeto, atenção, partilha de idéias e experiências, para que quando jovens, se sintam motivados a viver a vida, com entusiasmo, esperança e gosto de viver.

A crise do sentido da vida começa mesmo em casa, porque muitos dos pais têm sido indiferentes à verdadeira formação dos filhos, não lhes dando o tempo e a atenção devida para as suas necessidades afetivas e intelectivas. Os filhos devem se sentir amados pelos pais, saber que eles estão juntos, acompanhando o desenvolvimento pessoal, vendo o que eles estão estudando, às vezes estudando juntos, conversando com eles sobre os problemas cotidianos, fazendo-os se sentir em família e não à parte dela.

Tem sido muito mais fácil deixar os filhos largados numa internet, num jogo de vídeo-game, ou em programas fúteis de televisão. Prevalece um certo indiferentismo sobre o que eles fazem ou deixam de fazer, não há envolvimento. Por isso, muitos quando se tornam adolescentes, já querem sair de casa, buscar lá fora o que não encontram na ambiente doméstico. Dessa forma, vulneráveis e fragilizados, muitos jovens se perdem no imediatismo, no escapismo ou no hedonismo, como expressões de busca do sentido da vida, que lhes foi negado em casa.

Compete aos pais a responsabilidade da primeira formação dos filhos, para que os jovens se sintam impelidos a dar o melhor de si no que fazem, e contribuam assim para alcançarem a felicidade, a partir daquilo que se sentem verdadeiramente vocacionados. Nossos jovens precisam reencontrar a força do afeto, em família, porque é assim que conseguirão o suporte necessário para vencer os desafios da vida, e serem mais apaixonados pela vida, com a disposição, a dedicação ao estudo e ao trabalho, a partir de princípios de valores da responsabilidade, para fazerem de suas vidas, experiências mais bem sucedidas não apenas do ponto de vista profissional, mas principalmente, pessoal. 

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