Archive for the ‘Comportamento’ Category

Prof. Dr. Valmor Bolan
Doutor em Sociologia
Diretor da Universidade Corporativa Anhanguera e de Relações Institucionais da Anhanguera e Reitor do UNIA
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A primeira década do século 21 já vai concluindo o ciclo. O tempo corre realmente veloz. Já foram quase dez anos e ficamos impressionados e impactados com tanta celeridade. Para onde vamos? Que futuro nos espera? Hoje, cada vez mais estamos dependentes de artefatos tecnológicos, da Internet nem se fala, se der uma pane no sistema, então todos não saberão o que fazer. Caminhamos para uma sociedade hiperglobalizada e hipertecnológica, com uma interdependência crescente. Ninguém é mais uma ilha. Não dá para ser. Agora, tudo está plugado e conectado. E neste turbilhão ativista, vão se delineando tendências do novo tempo, de um tempo muito novo, cheio de mudanças, em que o passado vai ficando muito para atrás, desfigurado até, dos padrões clássicos.

E então, o que fazer? É preciso saber ao que se ater, quando tudo se dilui nos imediatismos e escapismos. Os dias se transformam numa parada de jogo hipertenso, em que a sobrevivência vai se tornando difícil, dando a impressão de vivermos uma cruel seleção natural, pois vencem os mais aptos, excluindo os inadaptados da nova lógica do sistema global. Dá a impressão de poucas alternativas, e a pessoa humana fica vulnerável, acuada até, diante de tantos condicionalismos.

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Miriam Leitão e Álvaro Gribel
Coluna no Globo, em 25 de julho de 2010
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O livro é como a colher e a roda, uma invenção perfeita, como diz Umberto Eco? Ou ele vai acabar? A mesma aflição que ronda o jornalismo impresso assombra o mundo dos amantes do livro. A resposta é a mesma. O livro vive e sempre viverá. Ele não é o formato, mas o espírito que habita nele; é a forma de guardar conhecimento, histórias, emoções.Há 500 anos ele tem tido mais ou menos o mesmo formato a que se chegou depois da revolução de Gutenberg.   

Agora, o mundo está no umbral de uma nova dimensão. Como sempre, as revoluções afligem alguns, entusiasmam outros e produzem vaticínios fatais.    

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Ryon Braga
Presidente da Hoper Educação
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O incentivo à leitura tem sido um dos maiores desafios dos educadores já há alguns séculos. Iniciativas públicas e privadas que aproximam a criança e o jovem do livro vem se multiplicando em todo o país, com sucesso crescente. Já passamos da marca de leitura de dois livros por ano por pessoa no Brasil. Parece pouco, mas esta estatística dobrou nos últimos 20 anos, mas ainda assim é quatro a cinco vezes menor do que em países europeus.

Fazendo uma analogia ao processo de universalização do ensino fundamental – primeiro foi a preocupação em ofertar escolas para todos, agora vem a necessidade de melhorar a qualidade. Na leitura idem. Primeiro precisamos incentivar o hábito da leitura em todas as camadas sociais, depois precisamos aperfeiçoar este hábito.

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