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Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Dizem por aí que uma coisa é uma coisa e que outra coisa é outra coisa. Confere.
Do Aurelião, biruta é “Aparelho que indica a direção dos ventos de superfície, empregado nos aeródromos para orientação das manobras dos aviões, e que tem a forma de uma sacola cônica, instalada perpendicularmente à extremidade dum mastro.”
Assim, biruta maluca seria o instrumento girando em si mesmo, tresloucadamente, aos ventos de ciclones e tempestades sem definição de orientações. É o setor educacional no fundamental e médio. Assim, nossa aeronave de terceiro grau, do superior, é refém dos ventos. Como pousar e decolar com segurança, com vento pela frente pelos lados e pela cauda?
A compilação que segue, do noticiário nacional no mês de junho, vai além de preocupante pois tem de tudo, instituições educacionais em propósitos diagonais, considerações nefastas sobre a educação infantil e ensino médio, falta de plano de educação municipal e bibliotecas a construir pelo país. Desastres que se contrapõem a quem pretende a erigir Boa Imagem nas IES superiores e a construir Qualidade nelas.
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Gustavo Ioschpe
Economista, especialista em educação
Fonte : VEJA.Com
Educação e capitalismo: aliados ou inimigos?
“Esperando pela revolução social, abandonamos a possibilidade da revolução mais maravilhosa que existe: a que se dá pelo conhecimento. Silenciosa e pacífica, é a verdadeira redentora: perto de dominar a eternidade representada pelo saber, desapropriar uma fábrica ou fazenda parece brincadeira de criança”
Virou consenso no Brasil associar o nosso fracasso educacional com as maquinações do sistema capitalista/neoliberal. Segundo essa leitura, calcada em Marx, interessaria aos “poderosos”, à “elite”, que o proletariado não fosse instruído ou, no máximo, recebesse uma educação totalmente “alienante”, para que não questionasse suas mazelas nem incomodasse o status quo e apenas continuasse fornecendo sua mão-de-obra barata para a manutenção do sistema. Essa leitura da situação se tornou absolutamente hegemônica: vai da imprensa à academia, dos mais louvados pensadores do tema à correspondência enviada a este articulista por professores dos grotões do Brasil. Vejamos alguns exemplos.
Embora adotemos o princípio e conceito editoriais de não repetir o que outros veículos publicam, porque buscamos o novo, o inédito textual/comunicacional, a matéria abaixo
merece espaço, por imperdível aos que não têm acesso ao veículo, publicada pelo jornal Estado de São Paulo em 27/10/2009, de autoria da correspondente Cláudia Trevisan. Não porque enquanto aqui é dia e lá é noite mas o que ainda temos por aprender, sem um estar de pé e o outro de ponta-cabeça.
Vestibular chinês atrai 10 milhões de candidatos e mobiliza um país que sempre valorizou o mérito.
PEQUIM – A estudante Chen Ling Long, de 18 anos, fez parte do batalhão de 10,2 milhões de chineses que prestou em junho o exame nacional de admissão nas universidades, o maior vestibular do mundo. Chen e outros 6,3 milhões de aprovados se juntaram a uma população universitária que cresce a taxas recordes desde o fim da década de 90. “Você nunca esquece a sua pontuação”, disse Chen ao Estadão.edu no refeitório da Universidade de Esportes de Pequim, onde cursa o 1º ano de Inglês.





