Candido MendesPublicado no Jornal do Commercio-RJ, em 17 de maio de 2013
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Avançam as nossas tomadas de consciência programáticas para as futuras eleições, e, nelas, como uma tônica dominante a do ensino e, sobretudo, a da universidade. O significativo, entretanto, é como as novas políticas apregoadas enfrentam, cada vez mais, incertezas jurídicas que levam a perplexidades, senão ao retrocesso, junto ao Judiciário, para garantir-se o direito de educar. Este que, pela Carta Magna, não é uma concessão, mas uma prerrogativa conjunta da sociedade e do Estado, que hoje se espelha pelos quase dois terços da prestação universitária, pela iniciativa privada. O questionamento começa pela própria competência regulamentar na área, que é indiscutivelmente federal, mas que se vê, hoje, violada pelas Comissões Parlamentares de Inquérito estaduais, em franca afronta ao art. 58 da Carta Magna. Saliente-se que esta vincula o exercício do direto de educar, primariamente, ao desenvolvimento da pessoa e da cidadania, para depois falar da qualificação para o trabalho. Deparamos, contudo, a diretriz do Ministério da Educação de, à base de um possível excesso, em detrimento da qualidade, negar a outorga, em várias áreas do país, à abertura de novos cursos de Direito. Prima, aí, uma inquietante determinação corporativista, vinda da Ordem dos Advogados, desatenta ao preceito constitucional. A opção por esse acesso universitário está, exatamente, muitas vezes ligada ao exercício direto da cidadania, no que, sobretudo, a carreira política é outra opção, e plena para o desempenho social das novas gerações brasileiras.
É, aliás, e nesta mesma medida, que a própria noção do acesso à mobilidade social do País, nas classes D e E, vai à opção pelo Direito. É o sentido do status que aí predomina, numa alavanca de destaque das classes sociais, e de seu intrínseco ganho de consciência e seu desempenho cidadão, à margem de um exercício profissional, ou do desempenho da carreira.
Blog Estadão, publicado em 14 de maio de 2013
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A aceitação e a valorização da avaliação foi um processo lento e penoso no sistema de ensino, em geral, no Brasil. Muitos defendiam que a educação não poderia ser avaliada porque ela é complexa, depende de muitos fatores intangíveis e não pode ser quantificada sem correr o risco de se tornar simplista. No entanto, essas mesmas pessoas sempre souberam escolher (ou achavam que sabiam) a escola adequada para seus filhos.
Sem a prática da avaliação, a coleta e organização de dados relevantes aos processos educacionais foram constantemente desprestigiados e concentrados na cabeça de funcionários que os dominavam estritamente para cumprirem suas tarefas setoriais e burocráticas. Quase ninguém, nem as próprias instituições, tinha uma visão gerencial dos dados que pudessem caracterizar o que de mais importante se realizava no processo educacional.
Gabriel Mario RodriguesPresidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e
Secretário Executivo do Fórum das Entidades representativas do Ensino Superior Particular
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O novo paradigma educacional deve estar centrado na nova economia, cada vez mais baseada em informações e no conhecimento. Ele requer, para as sociedades desenvolvidas ou emergentes, um processo contínuo de aprendizagem, remodelado permanentemente durante toda a vida, caso as pessoas queiram permanecer atualizadas e serem bem-sucedidas.
Um dos exemplos clássicos de miopia em marketing mostrado pelos especialistas é a falta de percepção que tiveram as Companhias de Estradas de Ferro americanas no início do século passado quanto ao objetivo de seu negócio: não conseguiram perceber que sua atividade principal era o transporte de mercadorias e de pessoas e não a construção de trilhos, armazéns e vagões. Seria bom que tivéssemos em mente que a nossa atividade não está restrita apenas ao ensino superior, mas em todas as áreas de prestação de serviços educacionais. Estamos lembrando da previsão de Peter Drucker quando escreveu em um de seus últimos livros que na segunda década deste século os prédios das universidades americanas estariam vazios por subutilização. Se isto não aconteceu até agora não quer dizer que não aconteça, mas que a arquitetura dos prédios escolares de todos os níveis não vai ser igual à de hoje, tenho certeza. Principalmente no que diz respeito às salas de aulas. Só teremos algumas e o restante serão amplos auditórios. Bibliotecas não serão como os depósitos de livros atuais, mas sim grandes centros tecnológicos de informação. Áreas de lazer, nem pensar.
Júlio César de Castro FerreiraCeo EduBrazuca
Especialista em comunicação digital, psicopedagogia e PNL
www.edubrazuca.com.br
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Vamos imaginar a cena: Alunos de idade entre 8 e 10 anos, sentados em carteiras enfileiradas para o início de uma aula sobre o sistema solar. Em posição de destaque, o professor começa a sua dissertação e utilizando apenas o quadro negro, ilustra e explica para as crianças sobre os planetas.
Esta cena poderia ser facilmente contextualizada nas décadas finais do século XX, entretanto, por incrível que pareça, ainda é muito comum no ensino aplicado atualmente, e crianças acostumadas com avançadas mídias e tecnologia de ponta, são submetidas a este tipo de método arcaico e pouco estimulante, que ainda é aplicado nas escolas convencionais.
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