Prof. Roney Signorini
Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Embora com 64 anos de idade, e não entenda nada de armas nem de munições, começo a pensar na possibilidade de fazer um curso sobre esses artefatos, tiro ao alvo, defesa pessoal, e comprar revistas especializadas. Quem sabe iniciar por estágios em “paint ball”. O mais perto que chego sobre algo contundente é o velho estilingue e nunca consegui sequer acertar um pardal, na infância.
Mas, cá pra nós, o futuro se avizinha em escuridão, preto total, de onde precisarmos todos nos tornar Senhor da Guerra ou Senhor das Armas.
Essa foi minha percepção ao ler notícia no site R7 Notícias (veja aqui) sobre as declarações do candidato do PSOL à presidência nas próximas eleições,Plínio de Arruda Sampaio, mais um que começa a dar tiros pra todo lado, nas quais ele “defende o fim das escolas privadas”, querendo tornar o sistema educacional totalmente público. Valha me Deus ! É o que faltava para uma festança, tipo farra do boi educacional.
Vinte milhões de brasileiros devem acessar o ensino superior. O desafio do país é atender à demanda com qualidade. E para isso a rede privada é crucial
Nos últimos dez anos, o ensino superior se firmou no Brasil. Houve uma ampliação do número de vagas e os instrumentos de avaliação do Ministério da Educação se tornaram mais competentes. Entretanto, ainda hoje há quem veja a expansão do ensino superior caracterizada muito mais pelo apetite das universidades privadas – que estariam ávidas por ocupar um mercado atrativo – do que por um processo de qualificação do conjunto do sistema educacional brasileiro. Esse raciocínio, embora conhecido, guarda uma série de desentendimentos. Vamos, então, ligar o farol alto.
As instituições privadas de ensino superior vêm dando enfoque à necessidade de atrair cada vez mais alunos. Essa atitude está longe de ser estranha ou errática: alunos, afinal das contas, são a razão de uma instituição formadora. O que soa estranho é o fato de que a necessidade de atrair alunos se tornou, exatamente, uma necessidade.
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Mais dinheiro público não implica necessariamente melhores índices educacionais
Os últimos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que o investimento público em educação tem avançado no Brasil; o total de recursos destinados a este fim passou de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2000 para 5,1% do PIB em 2007.
Contudo, os números, podem mascarar o fato de que isso não tem se traduzido em melhoria da formação de crianças, adolescentes e jovens adultos, o chamado capital humano. Uma das principais causas do problema, vista por especialistas, é a concentração de recursos no ensino superior, prejudicando o investimento no ensino básico e fundamental. Essa diferença acaba por aprofundar, em vez de diminuir, a profunda desigualdade brasileira no acesso à qualificação.




