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Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Há quem tenha ideia de concreto como aquilo que a gente pode ver e pegar. Por oposição, abstrato, aquilo que a gente não pode ver nem pegar. No entanto, todo substantivo comum é, por natureza, abstrato, pois designa o conjunto de seres de uma mesma espécie na sua totalidade. Observe-se, então, como “mesa” em geral, abstratamente, se distingue do concreto: “esta” mesa.

Os antigos filósofos gregos sabiam ir fundo nas coisas. Alguém teria objetado a Platão: “Posso ver uma mesa e uma xícara, mas não posso ver isso a que você se refere como mesidade e xicaridade”. Resposta do filósofo, de irônica compaixão: “Para ver uma mesa e uma xícara você precisa de olhos, e você os tem. Para ver ‘mesidade’ e ‘xicaridade’ é preciso inteligência, e você não a tem”.

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Ruy Fernando Ramos Leal
Superintendente Geral do Instituto Via de Acesso
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Em diversas pesquisas e levantamentos, invariavelmente é identificado que o jovem da Geração Y define a empresa ideal como aquela que proporciona um ambiente de trabalho agradável, desenvolvimento e crescimento profissional acelerados, qualidade de vida em primeiro lugar e que tenha boa imagem no mercado. Estou no mercado de trabalho há 35 anos e nunca encontrei essa empresa maravilhosa, que consegue afinar crescimento rápido de carreira com qualidade de vida.

O jovem é o combustível natural para a continuidade das famílias, da sociedade, dos exércitos e das organizações empresariais. Não há outra matéria prima para o futuro dos negócios e da própria vida neste planeta.

As empresas necessitam dos jovens para se oxigenarem, manterem ativo o seu processo de inovação e perpetuarem suas atividades, produtos e serviços. E os jovens vêem nas empresas objetos de desejo para suas empreitadas profissionais, ambiente em que poderão exercitar sua capacidade e habilidades.

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Édson Franco
Advogado, jornalista e professor universitário – Diretor da Faculdade de Estudos Avançado do Pará
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Sempre preocupado em comparar a vida dos nossos dias com o processo de ensinar e de aprender realizado nas nossas escolas, percebi que as novelas, algumas delas além de fascinantes e causadoras de expectativas e curiosidades, acabam por conduzir as pessoas a lerem, antecipadamente, o que deverá ocorrer nos capítulos seguintes. A mídia impressa, de jornais e revistas, já percebeu esse interesse revelado pelos telespectadores e leitores. Os próprios autores das novelas se esmeram por fazer publicar, semanalmente, sínteses de futuros capítulos que deverão ir ao ar nas telinhas. Reservam-se, no entanto, ao direito de segredar os capítulos finais, justamente na semana de término de exibição das novelas e noticiam alternativas variadas de capítulos últimos, inclusive destacando tais nuances de modo a aguçar o interesse dos leitores e gerar dúvidas neles.

Comparei o processo novelesco com o que ocorre nas escolas constatando uma grande diferença: nós não “anunciamos” o desenrolar dos capítulos seguintes e quando fazemos não conseguimos despertar o charme da curiosidade e da expectativa. Preferimos o segredo à informação, a omissão à comunicação. Algumas vezes os próprios professores temem que os alunos estudem, antecipadamente, aquilo que vai ser ensinado. Alguns nem dizem os nomes dos livros nos quais aprenderam.

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